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Cidades Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015, 18:30 - A | A

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015, 18h:30 - A | A

FEBRE DE OURO

Eldorado de Pontes e Lacerda reúne gente de outros países em busca de ouro

MAX AGUIAR / ENVIADO ESPECIAL

Chapéus de palha, camisa de manga comprida, calça surrada, botas empoeiradas e muito suor. Nas mãos, muitos calos e nos rostos um semblante de esperança que é possível de se notar à distância. É desse jeito que um trabalhador entra no garimpo da Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, onde milhares de pessoas que não são especialistas em mineração buscam o sonho de enriquecimento rápido, embora trabalhoso, revirando a terra para tentar achar ouro. 

 

A "fofoca", como os próprios garimpeiros da cidade gostam de chamar a notícia do garimpo, se espalhou de maneira muito rápida, mas recheada de farsas. Quem mora longe foi informado que era só chegar e cavar menos de um metro que o ouro praticamente brotava. Mas não é nada disso. 

André Romeu / HiperNotícias

garimpo Pontes e Lacerda

Pessoas de vários países da América do Sul e aventureiros de todo o Brasial se arriscam em busca de ouro em Pontes e Lacerda

 A equipe de reportagem do HiperNotícias viajou quase 500 km desde Cuiabá para acompanhar de perto o dia a dia dos trabalhadores na serra onde o novo Eldorado era anunciado e encontrou muita coisa diferente do que vinha sendo propagado. Desde a última semana de setembro, quando  começou a busca pelo ouro, várias pessoas já conseguiram o que queriam, mas não foi fácil. Dizem aqui na cidade que vários já ficaram milionários e sumiram do município. Outros estão com mansão e carrões após serem beneficiados pelo ouro.

 

"Quem chegou primeiro bebeu água limpa, mas os curiosos que vieram depois encontram isso. Muito barro, muita pedra e bem pouco ouro", comentou José Figueiredo, morador de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, que veio se aventurar em busca da metal precioso que atualmente custa pouco mais de R$ 100 por grama.

 

A viagem da equipe começou cedo na manhã desta quarta-feira (14), rumo à Serra do Caldeirão. Foram mais de 50 minutos sob poeira até a porta da fazenda, onde é preciso pagar R$ 50 para deixar o carro e andar mais 2 km até a beira da serra, de onde já se vê uma nova cidade erguida com lonas. Na porta, já se estabeleceu o comércio local, onde o litro de água custa R$ 10 e uma garrafa de dois litros de refrigente, R$ 20. 

André Romeu / HiperNotícias

Garimpo Pontes e Lacerda

Estrada que dá acesso ao Garimpo é a mesma que vai para a Bolívia

Apreensivos com a equipe, os garimpeiros logo iam comentando entre si sobre nossa chegada. Éramos diferentes, não tinhamos pás, picaretas ou peneiras para procurar ouro. Segundo nossos acompanhantes, eles ficam com medo de ser alguém com poder de tirá-los do local.

 

"Eles também acham que o dinheiro ganhado ali pode ser transferido ao tráfico, ou seja, traficantes marcam as caras e roubam ou ameaçam os garimpeiros. Aqui é uma cidade de fronteira. O dinheiro legal some e dá lugar ao tráfico. Por isso todo mundo fica atento quando chega alguém diferente", comentou um de nossos guias, que preferiu não se identificar. 

 

Nos primeiros 100 metros de subida na serra já era impossível contar o tanto de buraco e a quantidade de pessoas trabalhando. Mulheres, crianças, homens e idosos, todos em busca do ouro, que na verdade, não é fácil de ser encontrado como tem sido comentado. 

André Romeu / HiperNotícias

garimpo Pontes e Lacerda

Garimpeiro retira terra de buraco com quase quatro metros de profundidade

"O povo fofoca demais. É preciso ter paciência e muita força para trabalhar e conseguir alguns gramas. Eu estou aqui há 10 dias e nada de achar um quilo. O máximo que peguei são 500 gramas e não foi tudo de uma vez. Eu escavo a maior parte, minha mulher e meu irmão retiram a areia e o reco meu filho confere. Assim, conseguimos meio quilo até agora. Só vou sair daqui quando fecharem o lugar", comentou Antônio da Silva, que é empresário em Cuiabá, mas resolveu tentar a sorte no garimpo em Pontes e Lacerda. 

 

O reco citado por Antônio é um saco com areia retirada do buraco escavado e que está sendo distribuído à população. Todo dia uma pessoa tem direito a dois sacos de reco, que depois de limpo pode dar entre 20 e 30 gramas de ouro. 

 

Mas há gente mais preparada no local, utilizando aparelhos, detectores de metais e ouro, geradores de energia e marteletes de alta potência. "Com esse martelete eles quebram a pedra. Quem tem esse aparelho sai na frente, pois consegue quebrar pedra e conseguir ouro que está nas paredes petrificadas da serra". 

André Romeu / HiperNotícias

garimpo Pontes e Lacerda

Homem se arrisca sem equipamento de segurança em buraco escavado à procura de ouro

No pé da serra, aglomeram-se os recém-chegados de todas as cores e nacionalidades: brasileiros, argentinos e chilenos; mato-grossenses, paraenses, mineiros, paulistas, brasilienses, tocantinenses e acreanos. Cada um com uma história diferente. 

 

Em 20 dias de aventura em busca do ouro, várias coisas aconteceram na serra. Dizem que até buraco feito a picareta se tornou local para strip tease de prostitutas que invadiram o garimpo. Mas esse e outros fatos serão contados em outras matérias sobre a 'febre do ouro' em Pontes e Lacerda. 

André Romeu / HiperNotícias

garimpo Pontes e Lacerda

Garimpeiros e curiosos se amontoam em busca do ouro na Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda

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Mizaias de barros 15/10/2015

Gostei da materia, foi a mais esclarecedora que ja li a té a gora. Parabéns!

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SABOROSA 15/10/2015

a minha boate vai bombar e eu vou bamburar aqui em pontes e lacerda; venha conferir, muitas garotas lindas, importadas do zero km;

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2 comentários

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