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Terça-Feira, 03 de Janeiro de 2017, 17h:33

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Delegado confirma que grupo armado está pronto para guerra e espera Força Nacional

Por: MAX AGUIAR

O dia 30 de dezembro passado foi marcado por uma verdadeira guerra entre polícia e homens fortemente armados na Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, distante 468 km de Cuiabá. "Foi uma troca de tiros intensa", comentou o delegado Gilson Silveira, titular da cidade. Existe a descoberta de ouro no local e muita disputa em jogo.  

 

Houve um planejamento para a entrada na Serra, mas falhou e os integrantes da Segurança Pública de Mato Grosso tiveram que recuar devido ao forte armamento que foram recebidos. 

 

HiperNotícias

Garimpo Pontes e Lacerda

 

No dia 25 de dezembro, por volta das 03h da madrugada, um grupo de quase 100 homens invadiram a Serra do Caldeirão e expulsaram todos os vigilantes que faziam segurança armada do local. Tomaram as armas e mandaram todos correrem. Depois daquela madrugada de Natal ninguém mais subiu na serra, até que na sexta-feira (30) a polícia tentou entrar e foi expulsa sob tiros.

 

Durante a ação, que mobilizou aproximadamente 30 policiais militares e civis, houve confronto e, embora ninguém tenha ficado ferido, as viaturas acabaram sendo atingidas pelos disparos. “É um lugar de difícil acesso principalmente porque eles criaram uma verdadeira preparação de guerrilha, com trincheira e armas pesadas. O que podemos fazer nesse caso é um trabalho de reconhecimento da situação, até mesmo porque se trata de uma área federal. Estamos repassando tudo pra secretaria e esperamos novas orientações”.

 

"Montei um esquema de entrada que infelizmente teve que ser recuado para preserva vidas de nossos homens. Os criminosos que lá estava ostentavam armas de grosso calibre, como fuzil, metralhadora 9mm e escopetas calibre 12. Tivemos viaturas alvejadas, mas graças a Deus nenhum ferido. Posso confirmar que dentro da serra existe uma verdadeira milícia preparada para guerra", detalhou o delegado Silveira. 

 

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Delegado Gilson Silveira

Delegado Gilson confirmou que grupo armado está pronto pra guerra

Agora, mediante a invasão desses homens que ainda não foram identificados, a Força Nacional deve chegar até Pontes e Lacerda. O pedido deve ser feito ainda nesta semana pelo secretário de Segurança Pública Rogers Jarbas. "O local invadido pertence à União e com isso os homens da Força devem e precisam chegar para fazer a retirada dessas pessoas que estão prontas para guerra. Ficamos sabendo que eles gritavam que só iriam sair da Serra mortos", comentou o delegado. 

 

Por meio de nota, a pasta de Segurança Pública avisou que representantes já estão na cidade fazendo o monitoramento e principalmente impedindo a entrada de pessoas na região que dá acesso à Serra. A data para o encaminhamento do pedido para a Força Nacional ainda não foi informada. "Estamos prontos para ajudar, principalmente, por conta do conhecimento nosso na área", frisou o delegado. 

 

ÁREA DE RISCO

 

Tudo começou em julho de 2015 quando moradores do município de Pontes e Lacerda descobriram que na Serra que fica fora da área urbana da cidade estava repleta de ouro.

 

Como o assunto correu rápido e todos em busca de dinheiro fácil, o lugar virou um verdadeiro garimpo em menos de 30 dias e por mais de cinco meses mais de 100 mil pessoas passaram pela Serra do Caldeirão. 

 

PM-MT

Garimpo

 

Apesar do difícil acesso, o local ficou conhecido nacionalmente por ser o novo "Eldorado do Brasil". Porém tudo acabou quando o governo interviu e colocou o Exército para tomar conta na região até que uma empresa mineradora ganhasse os poderes de explorar o local.

 

Antes disso, houve morte no garimpo e muita briga. 

 

Mais de 50 pessoas foram detidas com materias utilizados para encontrar metal. Empresários da cidade, à época, chegaram a vender mais de 20 carros por dia. Imobiliárias fechavam cerca de 20 acordos diários. E recebia em torno de 300 novos visitantes por dia. "Chegamos a ficar 10 dias sem crime. Todos mundo queria ouro, mas depois que acabou a febre, muitos que vieram para cá migraram para o crime. Hoje temos esse problema", concluiu o delegado.    

 

 

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1 Comentários

Luciano - 03/01/2017

Conversa fiada ... se isso fosse verdade tem que sair o secretário de segurança e governador do cargo. O que tem lá é propina rolando solta. Se amanhã o exército subir lá com 100 homens não acha ninguém nem arma e nem munição

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