Sábado, 10 de Fevereiro de 2018, 08h:30

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Cadeira de rodas não impede foliões de aproveitarem o Carnaval

Por: DA REDAÇÃO

Há quem acredite que o ritmo do carnaval não combina com a possibilidade de cadeirantes aproveitaram a folia, quem pensa desta forma está errado. Neste sábado (10) às 9h na sede da Associação de Espinha Bífida de MT (AEB-MT), em Cuiabá, será realizada uma festa de Carnaval- alegre e colorida.

 

Reprodução

ESPINHA BÍFIDA

 

Segundo Abimael Melo, presidente da entidade, a maior preocupação é com o bem-estar dos associados e promover a integração harmoniosa entre eles e a sociedade.

 

“O Carnaval é a primeira festa do nosso calendário anual. Faremos um delicioso café da manhã, com muita música, marchinhas de carnaval, decoração, brinquedos, muita alegria e descontração”, afirma o presidente.

 

“Nesses eventos reunimos nossos associados e seus familiares, bem como amigos, parceiros e voluntários que sempre estão conosco, nos ajudando de alguma forma”, acrescenta Abimael.

 

A Associação existe desde 2004 e se mantem por meio de doações, todo o dinheiro arrecadado é utilizado para gastos emergenciais e essenciais para sustentar a entidade.

 

Apesar da “Espinha Bífida” ser uma doença pouco conhecida, somente em Mato Grosso a entidade auxilia cerca de 170 pessoas com a patologia, e indiretamente mais de 660, a maioria delas em situação de vulnerabilidade social.

 

A maioria dos portadores da doença acabam utilizando a cadeira de rodas ou andadores, fraldas descartáveis e sondas de alívio por toda a vida, mas mesmo assim, não desistem de lutar por uma qualidade de vida melhor, bem como, esforçar para terem sua independência.  

 

A causa da patologia é a malformação congênita localizada na coluna vertebral, que se desenvolve nas primeiras semanas de gravidez, quando a parte exterior da coluna do embrião não se fecha corretamente.

 

Existem três tipos de Espinha Bífida: Oculta (sem lesões nas meninges e medula), Meningocele (pouco comprometimento neurológico) e Mielomeningocele (forma mais comum e também a mais grave).

 

A doença não tem cura, mas pode ser tratada com cirurgia para reintroduzir e fechar o defeito na coluna vertebral, embora nem sempre as complicações possam ser evitadas com esta cirurgia.

 

O evento é aberto para todos que queiram participar e conhecer o trabalho da Associação

 

O que: Baile de Carnaval 2018

 

Quando: 10/02 às 9h

 

Onde: Rua Arara, n°40 – Qda 40 – Bairro Recanto dos Pássaros.

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