Quinta-Feira, 22 de Fevereiro de 2018, 17h:50

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Baleada na UPA fica dois dias sem soro no PS; prefeito pede investigação

Por: FELIPE LEONEL

Familiares de uma mulher, baleada enquanto esperava ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro no dia 13 (feriado de Carnaval), identificada como Dayana da Silva Romão, reclamam de supostas omissões de funcionários do Pronto Socorro de Cuiabá. De acordo com a denúncia, a equipe do PS deixou a paciente sem soro por dois dias e além do descaso, a paciente teria contraído uma infecção por falta de cuidados.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

upa morado do ouro/tiroteio/tentativa de resgate

 Crime ocorreu na terça-feira de Carnaval, na UPA 

Dayana foi baleada no começo da noite de feriado de Carnaval, quando bandidos fortemente armados invadiram a UPA Morada do Ouro, supostamente para resgatar o preso José Edmilson Bezerra Filho, 31, sem sucesso. Bandidos e agentes penitenciários trocaram tiros dentro da unidade de saúde, deixando cinco feridos.

 

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), já determinou a abertura de um processo para apurar a responsabilidade. “A Secretaria de Saúde já está tomando as providências. Se precisar, iremos abrir um processo interno para apurar os responsáveis pelo caso”, afirmou o prefeito, em entrevista, na manhã desta quinta-feira (22).

 

Para evitar que novos casos viessem a ocorrer, o prefeito determinou que as unidades de saúde da Capital se abstenham de receber detentos para atendimento médico. O prefeito ainda disse que o município está ‘inviabilizado’ de usar policiais militares e civis, em momentos de folga, para fazer a segurança das unidades.

 

Na hora do atentado não havia nenhum policial no local, apesar de existir um termo de cooperação entre o Estado e Município, para utilizar a força de segurança estadual em horas vagas. Uma decisão da Justiça teria proibido os servidores de realizarem uma jornada voluntária. Na UPA também não possui câmeras de segurança, o que prejudicou as investigações.

 

“Não posso mais lançar mão do efetivo de segurança pública estadual, que seria Polícia Militar ou Policia Civil. Isso inibe a prefeitura de tentar colaborar. Mas, eu reafirmo, Segurança Pública é uma obrigação do Estado”, afirmou, acrescentando que ele e a secretária de Saúde, Elizeth Araújo, irão visitar as cinco vítimas do tiroteio.

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2 Comentários

Maria Elisa pontes - 23/02/2018

Isso já está virando piada! A saúde está péssima principalmente do PS, sem Direção esse PS, totalmente desorganizado e gente sem compromisso com os pacientes , senhor Prefeito porque isso, porque o senhor está amarrado a essa Secretária de Saúde ? E essa Dúbia o que está fazendo , porque a superproteção para com essas pessoas, estranho né ! Abra o olho Márcia Pinheiro !!!!!!!!!!

TEREZA - 22/02/2018

A Saúde esta um caos e não podemos falar, senão somos demitidos e não conseguimos emprego em nenhuma outra unidade de saúde em Cuiabá. Mas, a verdade é que está insustentável”, palavras de servidores municipais da saúde. Cd Ministério Público nessa hora. Essa secretaria acabou com o que restava da saúde e esse prefeito não faz nada, eleito por falta de opção e agora quem votou arrepende amargamente de ter votado. Socorro para a Saúde

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