Sexta-Feira, 01 de Setembro de 2017, 20h:39

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Vereadores começam a pressionar Emanuel

Blog do Mauro Cabeçalho

 

Depois de impedirem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), os vereadores da base governista começam a pressionar por cargos e mudanças em secretarias. Os pedidos ainda são tímidos, mas tendem a ser intensificados nos próximos dias.

 

Governabilidade

A tendência é que a situação piore, uma vez que devem tramitar pela Casa de Leis projetos importantes para o Executivo. A governabilidade de Pinheiro neste momento praticamente não existe e só se dá porque os vereadores ainda não subiram o tom dos pedidos, o que ocorrerá em breve.

 

Nas cordas

Flagrado enchendo os bolsos do seu paletó com maços de dinheiro entregues pelo ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Emanuel Pinheiro não consegue deixar as cordas. Depois de duas tentativas de desqualificar as imagens, ele não fez nenhum pronunciamento público a respeito deste assunto. Pinheiro ainda virou chacota nacional, com destaque no programa do humorista Fábio Porchat.

 

Imagem

O problema de Pinheiro só piorou quando veio a público que, dias após a base ter enterrado a CPI, o Executivo suplementou o orçamento da Câmara em mais de R$ 6,7 milhões. Para completar, o dinheiro repassado ao Legislativo foi tirado de programas sociais e de obras de pavimentação asfáltica.

 

Sem China

Quando o vídeo foi revelado em rede nacional, Emanuel estava em viagem aos Estados Unidos, onde foi “vender” as potencialidades de Cuiabá. Ele teria outra viagem marcada, desta vez para a China, mas a agenda já teria sido cancelada, por conta da crise política.

 

Afastamento

Ainda que tenha se salvado, por enquanto, da cassação, o peemedebista corre o risco de ser afastado do cargo por decisão do ministro do STF, Luiz Fux, que homologou os acordos de colaboração e é o relator das investigações. A chance, dizem juristas, é remota, mas existe.

 

Parado

Passados sete dias da revelação do teor da delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), seus familiares e seu ex-chefe de gabinete, que acertaram em cheio a classe política e o setor econômico de Mato Grosso, o clima no Estado é de apreensão. “Ninguém se mexe, porque não sabe no que tudo isso vai dar”, explicou um político com mandato que (ufa!) não foi citado nas delações.

 

Sem teto

Prova disso é que até o momento os deputados estaduais, muitos citados nas colaborações, não avançaram absolutamente nada nas discussões da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estipula um teto nos gastos públicos e precisa ser aprovada em breve para que o Estado consiga renegociar suas dívidas com a União, conseguindo assim fôlego para honrar seus compromissos.

 

Reforma

Por outro lado, as informações de que setores econômicos pagavam propina pela manutenção da chamada simplificação tributária deverão arrefecer  o lobby contrário às mudanças propostas pelo governador Pedro Taques (PSDB) por meio da reforma tributária.

 

Sumiu

O único problema, neste caso, é que ninguém sabe em que pé está a discussão. Depois de ver a proposta naufragar no final do ano passado, o Executivo prometeu rediscutir os termos da proposta no primeiro semestre deste ano e encaminhar um texto-base ao Legislativo a tempo de serem realizadas discussões ainda este ano. Até agora, nada.

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