Quinta-Feira, 24 de Agosto de 2017, 09h:38

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Silval fala de propina por CPI que o condenou

Blog do Mauro 2

 

Depois de afirmar que foi procurado por políticos para firmar um acordo com o governador Pedro Taques (PSDB), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) trouxe mais um fato inverossímil em sua delação: a compra, por R$ 20 milhões, de proteção na CPI que investigou fraudes nas obras da Copa do Mundo de 2014.

 

Bezerra

Segundo Silval, o valor teria sido pedido pelo presidente da CPI, o deputado Oscar Bezerra (PSB). Fontes que conhecem o episódio afirmam que, na verdade, não foi o parlamentar que pediu o dinheiro, mas sim o peemedebista que ofereceu a propina em troca da proteção.

 

Sem resultado

A história ganha ainda mais ares de algo mal contado quando se observa o resultado dos mais de 12 meses de duração da CPI, a constatação de indícios de desvios de mais de R$ 540 milhões, a sugestão de indiciamento de sete agentes políticos, 96 agentes públicos, incluindo o ex-governador, 16 empresas privadas e sete consórcios de empresas.

 

Má sorte

Se teria tentado pagar por um acordo com Taques e viu o tucano devassar sua gestão e por proteção a uma CPI que o indiciou, das duas uma, ou Silval é uma pessoa sem sorte nos “negócios”, ou os relatos do ex-governador precisam ser tratados até o momento como carentes de provas.

 

Fortes emoções

Citado no episódio que mais se aproxima de algo real, os desvios nas obras da Arena Pantanal, o deputado Romoaldo Júnior (PMDB) afirmou que “fortes emoções” marcarão a revelação de cada um dos 21 anexos entregues por Silval à Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Em casa

Apontado como candidato natural a qualquer cargo na chapa majoritária, o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos (DEM), ganhou uma forte oposição a um eventual projeto político para o ano que vem. Trata-se de sua esposa, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos (DEM), que pretende “voltar para casa” com o marido em 2020, quando encerrar seu mandato.

 

Ele é o cara

Lucimar, aliás, reafirmou sua vontade em ver o governador Pedro Taques (PSDB) como candidato à reeleição no ano que vem. A julgar pelas manifestações dela e de Jayme, o Democratas jamais deixará a base de apoio do tucano.

 

Terceira via

O Podemos, que em Mato Grosso ganhou o reforço do senador José Medeiros e do ex-senador Antero Paes de Barros, pode se tornar uma terceira via nas eleições do ano que vem. A chance de isso acontecer aumenta se o senador Álvaro Dias, do mesmo partido, confirmar sua candidatura à presidência em 2018.

 

Dois nomes

Já a oposição aposta em dois nomes, Wellington Fagundes (PR) e Antonio Joaquim e só possuem estes para enfrentar Taques. Se nenhum fato novo que possa abalar o governo surgir nos próximos 12 meses, o tucano desponta como favorito para vencer a disputa.

 

60 dias

Os deputados estaduais devem aprovar em dois meses a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos públicos, finalmente entregue pelo Executivo à Assembleia Legislativa. O governo tem até novembro para aprovar o projeto e conseguir um alívio nas contas junto à União.

 

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