Quarta-Feira, 25 de Outubro de 2017, 08h:08

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Salvo por colegas, Fabris aguarda aval da Justiça

Blog do Mauro Cabeçalho

 

Depois de tentar, sem sucesso, autorização para votar a revogação da prisão do deputado Gilmar Fabris (PSD), a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa decidiu analisar o caso mesmo assim. Embora 19 parlamentares tenham votado a favor do pessedista, ele só deixará o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) se a Justiça entender que deve.

 

Remota
As chances de que isso ocorra são baixas. O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) já haviam se manifestado contra a hipótese, mesmo ela prevista na Constituição Federal e na Constituição Estadual e após o entendimento do próprio STF de que as Casa Legislativas possuem a prerrogativa para tal, como ocorreu com o Senado em relação a Aécio Neves (PSDB-MG).

 

Fechado
Depois da garantia de que terão mais prazo para conseguir empenhar as emendas deste ano, os deputados aprovaram em primeira votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto dos gastos. A segunda e definitiva votação só deverá ocorrer quando o Executivo colocar no papel o acordo feito com os parlamentares.

 

Nova frente
Agora o Executivo tenta se acertar com os prefeitos de Mato Grosso que estão cobrando a regularização de diversos repasses. Reuniões nesta semana entre o chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB), e o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PSD), devem resultar em um acordo.

 

Articulação
Na avaliação da equipe econômica do governador Pedro Taques (PSDB) apenas o pagamento do Auxílio Financeiro para Fomento de Exportações (FEX) é que possibilitará ao Executivo fechar as contas deste ano. Por isso, a ordem é manter a pressão no Ministério da Fazenda para ter celeridade na liberação dos recursos.

 

Fim da linha
O deputado federal Fábio Garcia entrou em acordo com a Executiva Nacional do PSB e, antes da conclusão do processo de expulsão movido contra ele, conseguiu deixar a sigla. Embora admita que irá discutir com seu grupo antes de anunciar seu futuro, ele já é aguardado no Democratas, a exemplo de outro pessebista, Adilton Sachetti.

 

Outras frentes
Se concretizarem a mudança para o DEM, um dos dois parlamentares deverá tentar outro cargo que não o de deputado federal. Isso porque, dificilmente ambos conseguirão votação suficiente para fazer com que o Democratas tenha dois deputados federais na próxima legislatura.

 

Sem espaço
A ida de Garcia e Sachetti tirou espaço de um integrante da família Campos, nada menos que o ex-governador Júlio Campos, que ensaiava tentar um mandato na Câmara dos Deputados, sobretudo depois de ter se recuperado de graves problemas de saúde. O mais provável é que Júlio permaneça à frente das articulações partidárias, mas sem concorrer a nenhum cargo eletivo.

 

Mais fraco
Outro que perde com essa definição é o Senador José Medeiros, que contava ao menos com Sachetti para fazer, na condição de candidato ao governo, palanque para a tentativa do senador Álvaro Dias de chegar à presidência pelo Podemos. Isso terá impacto, inclusive na tentativa de Medeiros de permanecer por mais oito anos no Senado.

 

Maus lençóis
Um ex-presidente de uma entidade de classe está em uma situação delicada. Já circula entre integrantes da associação documentos que indicam uma postura nada ortodoxa do profissional nos gastos da entidade. Nos bastidores, a turma do abafa tenta impedir que o caso venha a público, o que geraria um grande desgaste para ele e para todos os membros da associação.

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