Segunda-Feira, 02 de Outubro de 2017, 21h:08

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Para evitar desgastes, Taques mexe no secretariado

Blog do Mauro Cabeçalho

 

De olho em possíveis novas decisões judiciais que abalem ainda mais a sua gestão, o governador Pedro Taques (PSDB) iniciou uma série de mexidas em seu secretariado. De uma só vez, ele confirmou trocas na Casa Civil, Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

 

Grampolândia

As saídas dos ex-titulares da Sesp e da Sejudh, Rogers Jarbas e Airton Benedito de Siqueira Júnior, ambos presos preventivamente, já eram esperadas. Eles foram alvos, na última semana, da Operação Esdras, um desdobramento da apuração acerca de um suposto esquema de interceptações clandestinas no âmbito da PM.

 

Sem clima

Ainda que consigam deixar a prisão e retornarem aos seus postos, a avaliação é que não teriam clima para continuarem no staff, sobretudo diante da possibilidade de novas decisões desfavoráveis, que aumentariam ou, na pior das hipóteses, prolongariam o desgaste existente na gestão estadual.

 

Casa Civil

Ao invés de esperar qualquer decisão do desembargador Orlando Perri, Taques decidiu mexer na Casa Civil, tirando José Adolpho de Lima Avelino Vieira. Em seu lugar, assume o deputado licenciado Max Russi  (PSB), que vinha fazendo um bom trabalho na Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social.

 

Protocolo

Nos corredores, comentava-se que Adolpho poderia ser alvo de algum tipo de medida judicial por conta da fraude no sistema de protocolo, fato revelado pela Controladoria Geral do Estado (CGE). Assim, de forma preventiva, Taques evita um novo desgaste.

 

Técnicos

No lugar de Russi na Setas, assume a servidora Mônica Camolezi dos Santos Melo. O perfil da nova secretária, eminentemente técnico, é motivado pelo fato de que, em abril do ano que vem, todos aqueles integrantes do primeiro escalão que quiserem disputar as eleições de 2018 deverão deixar o cargo. Assim, Taques evita a necessidade de nomear alguém “com prazo de validade”, criando mais problemas de continuidade.

 

Mais mexidas

Durante toda segunda-feira (2) circularam rumores que davam conta de mais duas alterações, com as saídas dos secretários Carlos Avalone (PSDB) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Carlos Fávaro (PSD), vice-governador, titular da Secretaria do Meio Ambiente. As mexidas devem ocorrer em breve.

 

No alvo

Avalone está em situação delicadíssima. Citado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e formalmente investigado, ele é considerado um possível foco de desgaste por conta da apuração, ainda que os fatos imputados ao tucano tenham ocorrido enquanto ele não era secretário de Estado.

 

Fim do mês

Depois de concluir esta minirreforma em seu secretariado, Taques pretende anunciar o futuro do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Até o momento há apenas uma certeza, de que as obras serão retomadas. O que se discute, neste momento, é se o Estado tocará as obras e depois cederá à iniciativa privada ou se por meio de uma PPP a implantação será retomada com a empresa já encarregada de fazer a operação do modal.

 

Processo

Paralelo a isso, o Estado já iniciou a formalização da rescisão do contrato com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) iniciou um processo administrativo contra a empresa e a expectativa é que os trabalhos estejam concluídos em no máximo 30 dias. Até lá, o contrato segue suspenso por decisão da Justiça Federal.

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