Quinta-Feira, 31 de Agosto de 2017, 11h:57

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Mandados após delação deverão ser emitidos por Fux

 

Blog do Mauro 2

 

A deflagração de eventuais operações por conta da delação da família do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e de seu ex-chefe de gabinete, Sílvio Cezar Corrêa Araújo, dependerá do aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, responsável por homologar o acordo.

 

 

 

Conosco

 

Fontes ligadas à investigação afirmam que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não pretende pedir o fatiamento da investigação neste momento, preferindo concentrar os primeiros passos da investigação contra 34 pessoas, já autorizada por Fux.

 

 

 

Complementares

 

Isso no entanto não impede que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) de Mato Grosso não possam desencadear operações complementando investigações que já estão em andamento no Estado com o material obtido nos acordos de delação, a exemplo do que ocorreu na Operação Descarilho.

 

 

 

Grave

 

Um dos casos mais graves e urgentes, na avaliação de gente que está atuando no caso, é a tentativa de obstrução à Justiça, que teria rendido ao ex-secretário Eder de Moraes Dias R$ 6 milhões pela mudança de declarações prestadas por ele a respeito de episódios não republicanos, ocorridos em Mato Grosso.

 

 

 

Sem foro

 

Conforme Silval, aliás, Eder morria de medo de não ter foro por prerrogativa de função. Depois de questionar a ida de Sérgio Ricardo para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), ele acabou demitido por Silval, após pressão de deputados. O ex-governador contou que criou o Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília para manter Eder com foro e, o principal, longe de Cuiabá.

 

 

 

Uma semana

 

Por falar em gravidade, chama a atenção o fato do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) se manter em silêncio uma semana após ter imagens suas recebendo dinheiro de Sílvio veiculadas em rede nacional. A sociedade merece explicações do peemedebista.

 

 

 

Na pele

 

Os vereadores que enterraram a chamada CPI do Paletó já estão sentindo na pele os efeitos da decisão. Um deles, flagrado em uma padaria da cidade, foi duramente cobrado por frequentadores do local e, sem graça, teve que abreviar o cafezinho.

 

 

 

“Paradeira”

 

Antes ocorrendo quase que diariamente, as tratativas visando mudanças nos partidos e formação de chapas para as eleições de 2018 ficaram completamente paradas. “Ninguém sabe quem terá fôlego para entrar no processo eleitoral, depois da delação de Silval. Agora é hora de ‘paradeira’”, revela um dirigente partidário, que prefere se manter no anonimato.

 

 

 

Ressurgiu

 

Acostumado a aparecer apenas em período eleitoral, o Procurador Mauro (PSOL) ressurgiu nesta semana ao divulgar um vídeo nas redes sociais. Ele conclamou a população cuiabana a sair às ruas para exigir a renúncia de Pinheiro, a quem chamou de “cadáver político”.

 

 

 

Afastamento

 

Enquanto ficam em silêncio, a exemplo do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), os deputados estaduais flagrados recebendo propina ou que estão na relação entregue por Sílvio à PGR sofrem novo desgaste. A ONG Moral protocolou pedido de afastamento imediato de 12 deputados estaduais até que estejam concluídas as investigações sobre os episódios narrados por Silval.

 

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