Terça-Feira, 07 de Novembro de 2017, 18h:01

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Imposição de Leitão é pivô da crise com Taques

Blog do Mauro Cabeçalho

 

O ainda presidente estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, decidiu impor sua candidatura ao Senado no ano que vem. Isso inviabiliza, em tese, a candidatura a reeleição do governador Pedro Taques pelo PSDB, já que os tucanos ocupariam duas vagas majoritárias, inviabilizando alianças eleitorais. Esta seria a principal motivação para Taques deixar a sigla: garantir legenda para a disputa de 2018.

 

 

Factoide
Com os rumores de que o governador Pedro Taques pode deixar o PSDB, ilações não faltam a respeito do seu possível destino. Nos bastidores já se comentava a escolha pelo PPS de Roberto Freire e Cristovam Buarque. Nesta terça-feira, o burburinho era de que havia uma conversa com o Partido Verde. No entanto, tanto lideranças nacionais como locais afirmam que a informação não passa de factoide.

 

 

Versão
O PSDB do deputado federal Nilson Leitão pediu a cabeça do secretário de Saúde, Luiz Soares. A queixa da direção do partido é que a Saúde “está um caos” e Soares não consegue resolver os problemas da Pasta.

 

 

Fato
A verdade é que Luiz Soares não atende a pleitos de interesses pessoais ou políticos, sejam de tucanos ou de outras legendas. Luiz Soares só dialoga com o interesse público e isso gera contrariedade.

 

 

Motivação
Leitão tem “defendido” os interesses da Fundação Santo Antônio, dona do maior hospital privado de Sinop e que também administra o Hospital Regional. A Fundação, que tinha contrato de R$ 4,4 milhões, vinha alegando – e cobrando – a prestação de serviços na ordem de R$ 5,3 milhões.

 

 

Auditoria
Levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde apurou que, em média, a Fundação só prestava serviços na ordem de R$ 3,1 milhões. Vai ter que devolver dinheiro ao Estado. A propósito, a Fundação Santo Antônio renovou o contrato com o Estado para gerenciar o Regional de Sinop. Desta vez o valor do contrato foi de R$ 3 milhões.

 

 

História
Luiz Soares foi fundador do PSDB em Mato Grosso (ficha de filiação número 2), estruturou o partido e foi responsável pela filiação de Dante de Oliveira, Antero Paes de Barros entre tantas lideranças que fizeram e fazem história no Estado. Foi disparado o melhor secretário de Saúde que Cuiabá e Várzea Grande já tiveram. E faz um sério trabalho de recuperação da Saúde estadual.

 

 

Acordo
Segundo o coordenador da bancada federal, Victório Galli (PSC), o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) recuou e firmou acordo com o governador em exercício, Carlos Fávaro (PSD), para que os recursos da emenda de bancada - aproximadamente R$ 120 milhões - sejam destinados exclusivamente para o custeio da Saúde em Mato Grosso. A previsão é que a verba chegue no próximo mês, trazendo alívio para a gestão Taques.

 

 

Metropolitano
O procurador geral do Estado, Rogério Gallo, informou nesta terça-feira (7) que o Estado vai assumir toda a dívida trabalhista das OSs sob intervenção. Uma ação neste sentido será encaminhada ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ainda neste ano. A partir de janeiro, o Estado assume integralmente a gestão dos hospitais sob intervenção, caso do Metropolitano de Várzea Grande.

 

 

Vira-casaca
O vereador Toninho de Souza (PSD) – candidatíssimo a deputado estadual, inclusive já pedindo votos – decidiu deixar a base do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) e promete assinar a CPI do Paletó, que visa investigar o peemedebista com relação ao vídeo em que ele é flagrado enchendo os bolsos com maços de dinheiro. Os motivos do rompimento ainda estão na penumbra. Ou não?

 

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1 Comentários

Dr Davi - 08/11/2017

Taques fez campanha em cima da defesa do novo, entretanto, toda a sua gestão se voltou em torno dos interesses de um único setor, o grande agricultor (não uso o termo agronegócio porque a tributação do boi subiu de 5 para 7 por cento no governo Taques). Para manter a renúncia fiscal do agricultor aumentou a alíquota sobre o boi, a tributação sobre o comércio e por fim, retirou direitos dos servidores e irresponsavelmente os acusou pela situação fiscal do Estado, que de um lado é resultado da corrupção no governo anterior (obras da Copa) e no governo atual (Seduc, FAESP, ECT) e da renúncia fiscal sobre o maior setor do Estado, a agricultura. Sua política é semelhante a da República Velha, em que o Presidente representava somente os grandes produtores de café. Como se pode ver Taques não tem nada de novo.

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