Quarta-Feira, 08 de Novembro de 2017, 17h:55

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Em pauta, desfiliação do governador Pedro Taques

Blog do Mauro Cabeçalho

 

O governador Pedro Taques (PSDB), que se encontra na China, disse ao jornalista Pablo Rodrigo, do Hipernotícias, que na próxima semana terá “uma reunião com seu grupo político” para definir se fica ou se deixa o partido.]

 

Articulação em curso
O deputado federal Nilson Leitão, que deixa o comando do PSDB em Mato Grosso na próxima sexta-feira, 10, vem mantendo intensa articulação para assegurar sua candidatura ao Senado no próximo ano.

 

Conversas
O tucano pediu agenda com o ministro Blairo Maggi (PP) e com o ex-senador Jayme Campos (DEM) para discutir o processo eleitoral. Com Jayme, Nilson deve se encontrar nesta quinta, 9, em Várzea Grande. Blairo ainda não havia definido a agenda com Leitão até a publicação desta coluna.

 

Palanque contrariado
Nos encontros com Blairo e Jayme, Nilson Leitão deve se colocar à disposição dos prováveis aliados para disputar uma das vagas ao Senado no próximo ano. No PSDB já está definido pela direção estadual que Leitão disputará a senatória, contrariando os interesses do governador, que disputará a reeleição.

 

Palanque idealizado
Pedro Taques não quer Mauro Mendes (que deixará o PSB) fora do seu palanque, particularmente como adversário. Ele quer oferecer a Mendes uma das vagas ao Senado e sonha em ter Blairo Maggi na outra vaga. E para contemplar o DEM, Jayme Campos como vice.

 

Estopim da crise
Em recente reunião do diretório estadual do PSDB, Nilson Leitão aventou a possibilidade do partido não ter Taques como candidato, segundo fontes tucanas que participaram do encontro. A motivação seria a avaliação de que Taques carrega grande desgaste e, supostamente, um alto nível de rejeição. Essa reunião foi o estopim da crise que pode levar Taques a deixar o PSDB.

 

E o vice?
Governando Mato Grosso interinamente, Carlos Fávaro (PSD) também tem pretensões eleitorais. Fontes palacianas asseguram que o vice-governador está pronto para qualquer disputa, seja para a Câmara Federal, seja para o Senado ou até para o Governo, caso Taques recue do projeto de reeleição. As mesmas fontes garantem que Fávaro tem sólido apoio do Agronegócio.

 

Criticado
O secretário de Saúde, Luiz Soares, vem sendo alvo de duras críticas, especialmente de parlamentares. Entre as críticas está o fato dele não atender prefeitos e deputados e de reduzir os gastos com hospitais conveniados.

 

Contratos
De fato o secretario de Saúde vem repactuando os contratos com filantrópicos e com as OSS. Está determinado a pagar apenas pelos serviços efetivamente realizados. Isso é zelo com o erário. Coisa de gente honesta e de elevado espírito público.

 

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1 Comentários

Dr Davi - 08/11/2017

Taques fez campanha em cima da defesa do novo, entretanto, toda a sua gestão se voltou em torno dos interesses de um único setor, o grande agricultor (não uso o termo agronegócio porque a tributação do boi subiu de 5 para 7 por cento no governo Taques). Para manter a renúncia fiscal do agricultor aumentou a alíquota sobre o boi, a tributação sobre o comércio e por fim, retirou direitos dos servidores e irresponsavelmente os acusou pela situação fiscal do Estado, que de um lado é resultado da corrupção no governo anterior (obras da Copa) e no governo atual (Seduc, FAESP, ECT) e da renúncia fiscal sobre o maior setor do Estado, a agricultura. Sua política é semelhante a da República Velha, em que o Presidente representava somente os grandes produtores de café. Como se pode ver Taques não tem nada de novo.

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