Terça-Feira, 22 de Agosto de 2017, 07h:43

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Corrupção na Arena Pantanal é revelada

Blog do Mauro 2

 

Em um de seus vários despachos, a juíza Selma Rosane Santos Arruda afirmou que a organização criminosa chefiada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) “não poupou nenhum órgão da administração pública”. A declaração da magistrada tem se mostrado acertada à medida em que novos episódios de corrupção são descobertos.

 

Taxa de 3%

Nesta segunda-feira (21) veio a público a informação de que o peemedebista confessou ter desviado recursos nas obras da Arena Pantanal, estádio construído para a Copa do Mundo de 2014. A construtora responsável pela obra teria pago 3% do valor total do estádio, algo em torno de R$ 18 milhões.

 

Com ajuda

Silval teria contado com a ajuda de dois de seus ex-secretários para operacionalizar o negócio, cujos recursos foram usados para a quitação de dívidas e financiamento de campanhas: Eder de Moraes Dias e Maurício Guimarães. Os dois tiveram passagens pela extinta Secopa.

 

Processo

Guimarães e Eder negaram as acusações e o segundo afirmou, por meio de nota, que irá acionar o ex-governador na Justiça por conta das vezes em que foi citado no acordo de delação firmado pelo peemedebista com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Problema antigo

Desde o fim da Copa do Mundo, quem frequenta a Arena Pantanal sente falta do funcionamento dos telões e do sistema de áudio que foram instalados por um consórcio de duas empresas. Soube-se agora, por Silval, que uma das empresas pagou propina ao deputado Romoaldo Júnior (PMDB), que nega a acusação.

 

Sem moral

A preocupação em arrecadar propina, além de retirar o foco na fiscalização da obra, sobretudo no que se refere à qualidade, retira do gestor qualquer condição de cobrar por problemas sérios. O resultado disso é o que vemos hoje, um estádio completamente deteriorado, com falhas estruturais e um custo elevadíssimo de manutenção.

 

Pé de guerra

O clima dentro do Ministério Público Estadual (MP) está bastante pesado. Os procuradores Mauro Viveiros e Paulo Prado tiveram uma áspera discussão quando era debatida a criação de novos cargos no órgão ministerial. A turma do “deixa disso” teve que intervir.

 

Briga antiga

Não é de hoje que Viveiros e Prado se estranham nos corredores do MP. Os dois encabeçam grupos antagônicos de promotores e procuradores e esta disputa se acirra a cada dois anos, quando é formada a lista tríplice para definição do novo (a) procurador(a)-geral de Justiça.

 

Efeito grampos

Há quem diga que o novo acirramento se deu por conta do esquema de escutas telefônicas clandestinas, que por enquanto está no âmbito da PM, mas pode atingir alguns promotores de Justiça.

 

Veneno

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) usou o funcionalismo público para se eleger nas eleições do ano passado. Agora, está prestes a provar do próprio veneno, enfrentando uma paralisação dos funcionários da rede municipal de ensino. Por enquanto, os trabalhadores pretendem parar por apenas dois dias, mas se não houver avanço pode ocorrer uma greve por tempo indeterminado.

 

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