Quarta-Feira, 09 de Agosto de 2017, 14h:09

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Botelho descarta candidatura ao Governo

Blog do Mauro Cabeçalho

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, que está de malas prontas para o Democratas, descartou a possibilidade de ser candidato ao governo. O parlamentar foi cogitado por lideranças do DEM, animados com o reforço que a legenda terá com a chegada de dissidentes do PSB.

 

Lealdade

Botelho tem dito, interna e externamente, que é leal ao governador Pedro Taques (PSDB) e que honrará o compromisso firmado como tucano de apoiá-lo à reeleição. A única chance de Botelho “mudar de opinião” seria com uma desistência de Taques, o que dificilmente ocorrerá.

 

Entusiasmado

Um dos defensores da possibilidade do deputado concorrer ao Palácio Paiaguás já em 2018 é o ex-deputado federal Júlio Campos (DEM), que vive uma nova fase depois que realizou um transplante de fígado. Há quem veja nas declarações de Júlio apenas uma forma de garantir espaço na chapa majoritária do grupo que apoia o governador.

 

Couto Magalhães

No caso de Botelho, o mais provável é a busca pela reeleição e, em 2020, sero candidato do grupo de situação à sucessão de Lucimar Sacre de Campos (DEM), no comando da cidade de Várzea Grande. Como ainda há muito tempo, o parlamentar pode também se preparar para ser candidato à prefeitura de Cuiabá.

 

Não fecha

Fortalecidos, DEM, PSDB, PSD e PP devem ocupar as quatro principais vagas da chapa majoritária, mas longe de ser uma solução, a situação cria um grande problema. Afinal, como o grupo fará para arregimentar partidos menores, mas que possuem boa capilaridade, casos, por exemplo, de PV e PTB?

 

Fator Blairo

Quem pode acabar ajudando a formação definitiva do grupo é o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). Se as tratativas para que o senador licenciado seja candidato a vice-presidente do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) avançarem, abre-se uma vaga na chapa de Mato Grosso que poderá ser usada para arregimentar estas legendas.

 

Duas chapas

Já a oposição de Taques deverá ter duas chapas na disputa, sobretudo por conta das composições nacionais. Isso porque PMDB e PT, que não falam mais a mesma língua e no Estado despontam como fortes oposicionistas, dificilmente seguirão juntos em Mato Grosso.

 

À esquerda

O mais provável, no momento, é o PT seguir com o PC do B e o PDT, dando aos dois partidos as vagas ao Senado, aproveitando o “casamento” entre Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes, um dos dois candidato da esquerda à sucessão do presidente Michel Temer (PMDB).

 

Com Welington

Já o PMDB pode seguir apoiando Welington Fagundes (PR) que, embora negue, sonha ser candidato ao governo de Mato Grosso. Um dos possíveis senadores deste grupo seria ninguém menos que o deputado Carlos Bezerra (PMDB), de olho na possibilidade de ficar mais oito anos em Brasília. A segunda vaga poderia ser oferecida, por exemplo, ao PTB, reeditando o grupo que venceu as eleições municipais de Cuiabá.

 

Fator Mendes

Um personagem que pode modificar por completo o cenário político do momento é o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Jornalistas de Brasília afirmam que ele deixará a magistratura este ano. Só não se sabe se para ingressar na política ou para se dedicar ao ensino do Direito.

 

No STF

O ministro Gilmar Mendes, no entanto, em recente entrevista à Rádio Capital FM (101.9), garantiu em alto e bom som que não deixa o STF neste momento e que não pensa em disputas eleitorais. Admite a possibilidade de mudar-se para Portugal, no futuro, quando se aposentar. Deve continuar ensinando Direito.

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