Sábado, 19 de Maio de 2018, 15h:26

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Valha-me Conab

Só não acaba é o dinheiro que os safados de Brasília roubam de nós

Por: EDUARDO POVOAS

Mayke Toscano

Eduardo Póvoas/artigo

 

No fim deste mês de abril completou oito meses que crianças, dependentes químicos e idosos não recebem nenhuma casca de tomate do convenio entre a CONAB e os produtores de Campo Verde da localidade denominada Santo Antonio da Fartura.

 

Fechou o governo federal seus cofres para este convênio em setembro de 2017, mas de maneira nenhuma se fecharam os cofres do Palácio do Planalto para comprar votos de parlamentares desqualificados com finalidade de obstruir a denúncia do MPF contra o maior chefe da quadrilha do MDB (segundo a Policia Federal).

 

Desqualificado, presidente sem moral e sem compromisso com as causas sociais, tem a coragem de encher o rabo de seus comparsas de dinheiro (segundo a imprensa nacional) e deixar de alimentar milhares de bocas que não tem ninguém a quem pedir.

 

Todo ano é a mesma putaria. Acaba o convênio e ficamos nós que levamos essa causa a sério, a implorar que um ou outro venha ajudar estas entidades.

 

Abriu dia 16 de abril o convenio, e o representante dos produtores rurais ainda terá de preencher milhares de papeis para cobrir a burocracia cretina e indigesta que fará com que essas crianças, idosos e dependentes químicos voltem a se alimentar.

 

Isto sem contar que depois de assinado o convenio, este vai a Brasília e aí começara nova via crucis que nos obrigara a rezar e a bajular a quem de direito para que assinem logo esse convenio.

 

Enquanto isso as crianças morrem de fome!

 

Essa bandalheira tem data e hora para voltar. Até setembro ou outubro deste ano o dinheiro da CONAB destinado a este fim acaba e tudo volta à estaca zero.

 

Só não acaba é o dinheiro que os safados de Brasília roubam de nós, este não tem dia e nem hora para acabar.

 

Desculpem vocês que me leem. Não tenho mais saco de todo ano olhar para as crianças e todos aqueles que necessitam destes alimentos, e ver nos seus rostos a marca da indiferença como são tratados. Perdi a paciência!

 

Deus ainda fará com que convenio desta natureza, algum dia possa estar muito longe de desígnios e decisões políticas. A fome não tem partido, e espero que a vergonha na cara também não tenha.

 

*EDUARDO PÓVOAS é pós graduado pela UFRJ.

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