Quinta-Feira, 18 de Maio de 2017, 11h:19

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Quem é o ser humano?

Um cão vadio a procura de comida, que fará qualquer coisa para consegui-la

Por: PEDRO FELIX

 

Historiador Pedro Félix

 

É antes de tudo um interesseiro por natureza, um corrupto por necessidade imediata de sobrevivência. Um cão vadio a procura de comida, que fará qualquer coisa para consegui-la. Usa artimanhas para ludibriar o outro, e a linguagem é muitas vezes sua arma mais letal.

 

Cria a religião para indicar um nirvana purificador, mas inexistente, que serve de suporte potente aos desencantados com o a vida real, à espera de algo cem por cento positivo, fora do que vive no cotidiano. Puro ópio, droga miserável que acaba com a perspectiva de se referenciar o real, e eleva o ser humano ao mundo dos sonhos.

 

A visão telúrica de salvação por uma entidade além  da estratosfera é um mantra poderoso, que coloca milhões de forma submissa à espera de algo melhor, dando  dez por cento de seus bens materiais, como forma de barganha, dos outros  noventa por cento, que espera receber. Isso mais parece uma relação do cliente com o  seu garçom.  Deus é uma mercadoria rentável, um bom negócio.

 

A biologia  classifica o homem dentro do mundo animal, mas o retira da classificação de irracional e da maneira como busca sua sobrevivência, diferente da cadeia alimentar dos outros animais. A biologia não o coloca no rol do selvagem, mas é um  grave embuste, pois para conseguir o que quer, o ser humano não importa se mata o outro ou não.

 

Se na selvageria animalesca existe o rato, que alimenta os animais maiores, sem dó e sem piedade; no reino do animal humano, o mais fraco cede ao mais forte, chamado de Alfa.

 

Uma matilha de lobos famintos é uma boa definição para definir a sociedade humana. A única regra aceitável entre os mesmos, homens e lobos, é a sobrevivência a qualquer custo.

 

Para esconder suas reais intenções criou regras chamadas ciências sociais, para atenuar seus objetivos e acobertar seu lado perverso de ser destruidor e assassino.

 

Lá pelos séculos XVI, alguém disse, ‘’o homem é lobo do homem’’, que só consegue ser barrado, quando dentro da matilha e por sobrevivência imediata se sobressai um líder maior por um determinado tempo.  

 

Através do famoso “mito do anel de Giges”, Platão (427-347 a.C.) nos esclarece que, de forma disfarçada, o  violento e ganancioso  homem é levado pelo desejo de ter sempre mais (poder, glória, conforto, prazeres e vantagens, por exemplo) e que é a “lei” é que o reconduzirá ao respeito pela igualdade, pois não agiremos assim de bom grado por natureza, mas somente forçosamente.

 

 

*PEDRO FELIX é servidor público municipal e estadual, Licenciado em História,  Pós-graduado, Latu Sensu em Administração de Políticas Culturais e Mestrado em Educação.  

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