Domingo, 03 de Setembro de 2017, 20h:08

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O prazer de estarmos vivos

A paixão precisa estar presente nos nossos momentos de paz e nos acontecimentos intensos

Por: WILSON CARLOS FUAH

 

Divulgação

wilson fuá

 

Algumas pessoas pensam que vida perfeita seria monótona, e a monotonia abre a possibilidade de impor-nos uma vida escravizada pela rotina e que fatalmente nos leva ao tédio, pois tudo muito certinho também cansa.

 

Na verdade, o ser humano gosta de emoções fortes, por isso, se tivermos que chorar, sim, que saibamos aliviar nossa alma com um pequeno choro, ou se termos que sorrir, sim, que sejamos condenados a viver de alegrias e dar as grandes gargalhadas, até a barriga doer.

 

O que seria de nós sem os problemas cotidianos, pois são eles que nos fazem crescer e ao resolvê-los sentimos forte e vencedores, que não verdade é uma forma de autovalorização. 

 

A paixão precisa estar presente nos nossos momentos de paz e nos acontecimentos intensos para que possamos sentir o prazer de estar vivo, pois viver é saber equilibrar o que é possível e saber a hora certa de acionar os nossos descomplicados sistema da simplificação da vida, aproveitando os bons sentimentos e distribuindo boas palavras a quem precisa, principalmente a aquelas pessoas sofridas e carentes. 

 

As pessoas esquecem que não existe felicidade plena na sua pequena existência. Muitas ficam a correr atrás de coisas materiais perecíveis, muitas pessoas também acreditam que o seu corpo é um cárcere, e por isso, vivem como prisioneiros de si mesmos, e não habilitam a dar o primeiro passo para mudar tudo que está errado, mas preferem levar a vida sem objetivo, e por isso, nunca terão a liberdade básica para buscar a verdadeira felicidade.

 

Durante a vida ocorrem transformações com ou sem os nossos consentimentos, pois não somos os donos do nosso destino, por isso, a vida segue com o nosso querer ou não querer. A insatisfação está presente em nossas vidas, vejam quando somos pequenos, queremos ser adultos ou quando somos adultos gostaríamos continuar sendo crianças, somente para fugir das pesadas responsabilidades.

 

A insatisfação humana é permanente; sempre precisamos de desculpas para tentar explicar os dias passados e buscar os culpados pelos nos insucessos, e por isso, sem responsabilidade e sem a visão periférica seguimos a repetir os erros e buscando senhas nas filas daqueles que precisam de ajudas eternamente. 

 

O importante é acreditar em nós mesmo, e sabendo que enquanto estivermos vivos é por que as nossas missões ainda não estão completas, por isso, devemos renovar os nossos objetivos a cada amanhecer, sabendo que o dia seguinte tem o grande poder renovador da nossa existência, por isso, não devemos parar nunca, porque a superação é o principal fator de renovação do  prazer de estar vivo.

 

*WILSON CARLOS FUÁH é economista e especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com

 

 

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