Segunda-Feira, 23 de Outubro de 2017, 15h:09

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Negociar é o caminho para a solução dos conflitos

A busca por um acordo deve pautar as relações, sobretudo nos conflitos mais complexos

Por: ELVIS KLAUK JR

divulgação

Elvis Klauk Jr

 

O ex-presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, dizia: “a paz não é a ausência de conflito, mas a habilidade de gerenciar os conflitos por meios pacíficos”. Ou seja, é necessário que as partes envolvidas, seja em que conflito for, procurem sempre o meio adequado para sua gestão.
 
Todos os dias, realizamos diversas negociações, seja com a esposa, filhos, amigos... no ambiente de trabalho, no condomínio... Enfim, negociamos não só para chegar a um acordo, mas também para conseguir o que queremos. 
 
Dialogamos por que entendemos que é a forma mais eficiente de se chegar a um resultado positivo onde todas as partes saiam beneficiadas e em Paz.
 
A busca por um acordo deve pautar as relações, sobretudo nos conflitos mais complexos como em disputas societárias, guerras, na política e no campo. Temos de deixar de lado a ideia de que um precisa perder para o outro ganhar. Saber exatamente o que se quer é fundamental para a solução de um conflito sem desgastes mais sérios.
 
A negociação é, portanto, um exercício de influência sobre o outro a fim de uma solução amistosa. Por isso, é preciso saber o que se quer e porquê se quer alguma coisa. Para alcançar bons resultados faça essa indagação quantas vezes forem necessárias. Quanto mais profunda for a investigação, maior será a probabilidade de soluções amigáveis. Encarar o jogo como uma oportunidade de solução colaborativa, em que ambos os lados ganham, é a melhor saída.
 
Mato Grosso vem avançando muito na mentalidade da Paz através de meios pacíficos de gerenciamento de conflitos. Recentemente, atendendo a um requerimento da Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça determinou que uma equipe de mediadores atuem num emblemático conflito agrário no município de Comodoro-MT onde há sete anos 500 famílias de trabalhadores rurais lutam para permanecer em terras de uma massa falida empresarial para evitar a cultura da violência e o derramamento de sangue.
 
Essa atitude dos poderes institucionais nos enche de esperança. Mostra amadurecimento na condução de conflitos e pode servir de modelo para as mais diversas situações. 
 
*ELVIS KLAUK JR é advogado e presidente da Câmara Setorial Temática de Mediação de Conflitos Agrários, da AL/MT.

 

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