Domingo, 08 de Janeiro de 2017, 09h:14

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Viver sem sonhos, metas e objetivos tem consequências mais preocupantes do que a desmotivação

Por: ELISA CALVETE

Assessoria

Elisa Calvete

 

“O que move o homem é a falta”. Essa é uma frase que meu professor de teoria literária sempre dizia. E era com ela que explicava grande parte, senão todos, os enredos e desfechos literários em suas aulas. Por que Paris raptou Helena de Troia? Porque sentia falta de um amor.

 

Por que Brás Cubas escreveu um romance póstumo? Porque sentia falta de registrar sua história. Por que D. Quixote se entregou à loucura? Porque sentia falta da aventura. E a partir daí, esse professor explicava como todos esses personagens traçavam suas metas e objetivos e caminhavam para suprir a falta que tinham.

 

Olhando para essas histórias, é fácil entender que foi ao definir os objetivos e metas que o primeiro passo para livros e romances imortalizados foi dado. A arte imita a vida e esse é só um exemplo para mostrar que o ser humano necessita de objetivos e metas, afinal, é isso que o move. Estudos recentes em neurociência afirmam que o cérebro precisa de objetivos e desafios para se manter em atividade. Isso porque eles geram estímulos positivos que são necessários para o órgão permanecer em funcionamento e motivado. É como se fossem as séries de exercícios cerebrais.

 

Viver sem sonhos, metas e objetivos tem consequências mais preocupantes do que a desmotivação. Na verdade, é essa a explicação para que países com alto Índice de Desenvolvimentos Humano tenham número alto de suicídio ou depressão. Sem a motivação dessa “luta futura”, o cérebro tem menos estímulos e desenvolve doenças psicológicas.

 

Já entendemos que estabelecer objetivos pessoais é saudável. Além de tudo isso, ele é o gás motivador para que se trabalhe para conseguir aquilo com o que sonha. Mas para isso, é necessário estabelecer esse objetivo.

 

Não é pequeno o número de pessoas que se dizem “perdidas” ou “sem saber o que fazer da vida”. Se indagarmos, grande parte não definiu um objetivo concreto. Podemos obter respostas vagas, como: “Pretendo me mudar”, “pretendo fazer faculdade”, “pretendo arranjar um emprego”. Mas quando? Onde? Como? Às vezes, a resposta para essas três perguntas será: “Não sei”.

 

O objetivo é a resposta e o guia. Quando alguém tem um objetivo esclarecido e realmente o deseja, empenha sua concentração e seus esforços para que consiga essa realização.

 

Se você já tem essa resposta, ótimo! Já está no rumo certo. Mas o que faz todos os dias para lembrar e te motivar a trabalhar por isso?

 

Eu gosto bastante do episódio 13 da sexta temporada dos “Simpsons” (Com Maggie já são três). Ele é contado em flash back por Marge para Bart e Lisa, explicando porque não há fotos de Maggie em casa. Homer pede demissão da Usina Nuclear (trabalho que detesta) e passa a trabalhar no boliche. Ao descobrir que Marge está grávida do seu terceiro filho, implora ao Sr. Burns pelo seu emprego de volta. Ele o admite mas deixa escrito em um quadro: Don’t forget, you are here forever! (Não se esqueça! Você está aqui para sempre!). Quando Maggie nasce, Homer a ama. Então pega fotos da bebê e tampa a maior parte das letras, deixando visíveis apenas que as que formam uma nova frase: “Do it for her!” (Faça isso por ela!).

 

Assim como Homer, use de recursos visuais para te motivar. Uma lista de metas e objetivos pode ser deixada na porta do seu guarda roupa, ou na mesa de trabalho. Além disso, é interessante fazer listas com possíveis maneiras de alcançar seus objetivos. Inspire-se em pessoas de sucesso que representem um exemplo para você. E por último, lembre-se de quem além de você será beneficiado com as suas vitórias (Por quem você faz isso?).

 

 

*ELISA CALVETE é assistente de comunicação da Ouro Investimentos. Graduada em Letras Literatura e Comunicação Social- Radialismo, ambas pela Universidade Federal de Mato Grosso. 

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