Domingo, 16 de Setembro de 2018, 14h:57

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Entre o policial e o presidiário

Que asco viver em um País onde pouco estudam, e quando estudam não refletem,

Por: PEDRO FÉLIX

Historiador Pedro Félix

 

O que pensar de uma nação que seus heróis são tirados da televisão? Que a fofoca do Big Brother vira assunto nacional de grande relevância?

 

Que as drogas ilícitas vendem mais e a preços maiores por envolvimento de altas autoridade nacionais, que as proíbem por puro tino comercial do preço alto, e cocomitantemente a maioria da sociedade enlouquece com o álcool vendido a granel no dia a dia e legalizado.

 

Como entender um País que sendo uma das 6ª ou 7ª potência mundial, tem índices de miséria de País africano? Que esconde seu racismo e a maioria dos pobres tem cor.

 

Por que dar seriedade a um País onde a manipulação de 5 ou 6 famílias que dominam as comunicações vendem todo tipo de porcaria e são vorazmente comidas por mentes estupidas, que não mostram notícias e sim shows patrocinados por grandes empresas.

 

Como entender um País onde o seu núcleo político é dominado por verdadeiras gangues denominadas os da Bíblia, os das Balas e os das Botas.

 

Como viver em um País onde o grau da miséria é tanto que uns espertinhos com entrega de cobertores, comidas e roupas velhas e usadas são vistos como salvadores humanitários?  

 

Que asco viver em um País onde pouco estudam, e quando estudam não refletem, ou se apoiam em crenças e mágicas que não levam a nada a não ser o aumento do ódio e de uma esperança que nunca vêm?

 

O que pensar de uma juventude que vive com o cérebro petrificado e alienado e acha que outra violência vai acabar com a atual que estamos vivendo?

 

 

Difícil viver em um País onde as elites são quase sempre criminosas, e retiram do Estado sua sobrevivência em atos ilícitos, e pregam que o capitalismo é a forma livre de se ganhar dinheiro.

 

Neste momento penso na mitologia grega com o personagem Prometeu que por ter dado o fogo a humanidade foi aprisionado em uma rocha, e tinha boa parte do seu fígado comido todo dia por uma águia.  Nesta agonia se encontra o nosso país, que nestas idas e vindas nunca se recupera.

 

 

“Vou embora para Pasárgada”, pois lá terei felicidade plena, pois no momento como este, tão vital para todos nós, estamos escolhendo entre um que me bate e me prende e vai levar o País a uma verdadeira ditadura e outro que condenado, insiste em ser a alternativa número um do povo. Como entender isso?

 

*PEDRO FÉLIX é Professor, escreve em Cuiabá.

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