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Emanuel e o primeiro ano de gestão

Não podemos esquecer que Mauro Mendes recebeu Cuiabá em uma situação infinitamente pior que Emanuel Pinheiro está recebendo

Por: JOÃO EDISOM

 

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João Edisom

 

O primeiro ano de um prefeito sempre é o mais difícil, por vários motivos. O principal é inexperiência. Seguido do fato de não ter domínio total do secretariado, que quase sempre é formado de uma mescla de interesses partidários do grupo que disputou a eleição com apoiadores individuais de campanha, na base do “ajudou ganhar tem que ajudar a governar”.

 

Pouca gente lembra, mas o já ex-prefeito Mauro Mendes, que terminou o mandato como aquele que é para Cuiabá seu melhor gestor de todos os tempos, e as obras deixadas comprovam isso, também não fez um primeiro ano bom. Se recuperou e terminou o mandato com os louros merecidos de quem trabalhou arduamente em prol do município.

 

Emanuel Pinheiro precisa de tempo, paciência e muita calma da cidadania cuiabana. Ele está legitimamente eleito em um processo doloroso de disputa acirrada. Seu eleitorado se constituiu de pouco mais de 36% do total de eleitores aptos a votar. Isso é ruim, pois indica que o número de desconfiados e opositores são maiores que o número de apoiadores. Walace Guimarães, do mesmo PMDB, no pleito de 2012 venceu em Várzea Grande na mesma circunstância e não conseguiu gestar. Mas a comparação termina por aí. Cidade diferente, grupo diferente, momento diferente.

 

Não podemos esquecer que Mauro Mendes recebeu Cuiabá em uma situação infinitamente pior que Emanuel Pinheiro está recebendo. Mas também não podemos esquecer que o Brasil de hoje está infinitamente pior que janeiro de 2013, data da posse do antecessor, e isso afeta diretamente os cofres da prefeitura. Também não podemos esquecer que promessa de campanha é para ser cumprida em quatro anos e não nos primeiros 100 dias.

 

Feito estas ponderações entendemos que: o embate eleitoral precisa dar trégua, as críticas não, pois elas são muito importantes em qualquer gestão que busca ter sucesso. Os bajuladores afundam a gestão. Já as críticas, desde que feitas com lealdade, impulsionam a administração pública.

 

O primeiro ano é de falar pouco. Não cair no erro de estabelecer crítica ao antecessor, ainda mais considerando a avalição e o carinho que boa parte da população nutre por ele. Unir o estafe para que ele defenda a gestão e não seu próprio cargo. Preparar o secretariado e colaboradores dos escalões mais próximo para lidar com as críticas.

 

É necessário saber defender o governo, a pior forma é quando seus apadrinhados, ao invés de defenderem, ficam tentando desqualificar os interlocutores das críticas.  Há um proverbio popular que diz: “Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo”.

 

Outra questão é conseguir afastar caciques de outras paradas que tentarem fazer uma boquinha na gestão da capital. É importante saber que seu grupo tem gente que quando fala, mesmo que esteja certo, a população cuiabana vai protestar. Aí o cidadão “bocudo” pega um avião, vai embora e o prefeito fica com o desgaste.

 

Apesar das dificuldades que, independente de quem estivesse vencido, são iguais para todos, o prefeito Emanuel Pinheiro tem gente muito boa ao seu lado que pode impulsionar sua gestão e fazer com que os erros sejam diminutos. Osvaldo Sobrinho, pelo PTB, e Francisco Faiad, pelo PMDB, para ficar só em dois, são exemplos de responsabilidade, ponderação e capacidade. Devem ser consultados a todo o momento.

 

 No mais, vida longa ao rei, pois o sucesso dele será o sucesso da Cuiabá dos trezentos anos e tanto Emanuel quanto Cuiabá merecem ter sucesso.

 

*JOÃO EDISOM é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso e colaborador do HiperNotícias.

 

 

 

 

 

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