Terça-Feira, 06 de Março de 2018, 15h:00

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Descortinando o Design Thinking

Por: ANA ELIZA LUCIALDO

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ANA ELIZA LUCIALDO

 

Então começamos com a pergunta: Afinal, você sabe o que é design thinking? A ideia é pensar em caminhos diferentes para resoluções de problemas ou indagações. Mas, na contemporaneidade pensar, imaginar, filosofar, ficar no campo das ideias não é tarefa fácil e viável. Em um mundo de transformações tectônicas e cada vez mais veloz, precisamos pensar mas já agir, principalmente, no universo comparativo. Almeja-se errar menos e converter as ações em cifras rentáveis para as organizações e/ou negócios.

 

A ferramenta de Design Thinking entra para auxiliar no processo da inovação. Tim Brown, CEO da Ideo, autor do livro “Design Thinking” ficou famoso em 2009 por compartilhar com o mundo um caminho diferente que tornou a Ideo uma das dez empresas mais inovadoras do mundo.

 

O Marketing enquanto ciência traz em seu objeto de estudo atender a necessidade do cliente. Às vezes pensar e criar o produto não é o suficiente para satisfazer o consumidor final, cada vez mais exigente. Entender toda a construção do produto, da empresa, e principalmente o desejo do cliente faz o caminho da assertividade ser menos complicado.

 

A aplicação da ferramenta de Design Thinking nos remete a imersão para conhecimento das alternativas e (re)construções de caminhos. Como designer, Brown descobriu que um bom desenho nem sempre é suficiente para resolver problemas do produto e que muitas vezes nem o próprio produto resolve o problema do cliente.

 

Daí então ele sugeriu algumas etapas no processo criativo que perpassam pela empatia, pensar com a “cabeça” do outro. Evidenciou o que chama de Insight, uma técnica para “aprender com a vida alheia”, em que descobertas surgem repentinamente depois de um momento de reflexão e contemplação sobre a situação que queremos resolver, sendo decorrente de muita observação do comportamento das pessoas e da forma como elas lidam com a situação problema, como improvisam, como reduzem o impacto, como contornam de diversas formas as limitações impostas.

 

Na aplicação do método, o consultor aplica o pensamento integrativo, em que tudo se conecta, trata-se de uma etapa do processo que permite a exploração de ideias opostas para construir uma nova solução. As concepções não lineares e multidirecionais são fonte de inspiração, e não de contradição. Pois, é necessário admitir a desordem no campo das ideias e sintetizar novas ideias a partir de fragmentos.


Talvez chegando até aqui a pergunta inicial comece a ficar menos confusa, percorremos o caminho da imersão do negócio, pensamos com a cabeça do cliente no processo da empatia e agora é necessário compreender a prototipagem sugerida pelo escritor que é o pensamento visual da ideia, sendo a criação tangível da ideia. Em uma espécie de mostruário da ideia, com o conceito de protótipo do produto, assim a ideia vai se solidificando e a busca da solução torna-se mais tangível, o que não acontece quando se está somente no campo das ideias.


*Ana Eliza Lucialdo é professora, pesquisadora, consultora, palestrante e psicanalista em formação.

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