Quinta-Feira, 07 de Fevereiro de 2019, 08h:00

Tamanho do texto A - A+

Consciência leve ou pesada?

Bert Hellinger aponta existência de três consciências que movimentam o campo quântico: pessoal, coletiva e espiritual

Por: DUMARA VOLPATO*

Divulgação

Dumara Volpato

 

 

Você já passou pela experiência de sentir sua consciência pesada, fazendo o que você considerava certo?

Bert Hellinger, através do desenvolvimento das constelações familiares, pôde perceber a existência de três consciências que movimentam o campo quântico - sim, aquele espaço invisível que existe nas moléculas de seu DNA. Ele as identificou como consciência pessoal, consciência coletiva e consciência espiritual.

Hoje compartilharei o que aprendi a respeito da primeira delas, a Consciência Pessoal.

Essa consciência tem uma característica de ser restritiva, estreita, ter seu alcance limitado, e se apresenta naquela sensação de boa ou má consciência, ou seja, de consciência leve ou pesada.

Observamos que sentimos uma má consciência quando pensamos, sentimos ou fazemos algo que não está em sintonia com as exigências ou expectativas de um grupo ao qual desejamos pertencer ou precisamos pertencer. Essa consciência tem a finalidade de nos ligar a um grupo de pessoas que são importantes para nós.

Da mesma forma vivenciamos uma sensação de bem-estar ou consciência leve, quando pensamos e agimos de acordo com as expectativas e exigências do grupo ao qual pertencemos.  A consciência pessoal trabalha para que permaneçamos conectados a grupos de pessoas que são fundamentais para a nossa vida, para a nossa sobrevivência.

Entretanto, ela é excludente, uma vez que exclui de nosso convívio pessoas e grupos que ajam de maneira diferente. Ela nos chega através da nossa cultura e sociedade, está ligada aos nossos conceitos e valores. A diferenciação do bom e mau está a serviço da sobrevivência de um indivíduo e de seu grupo. E é aí que devemos ter cuidado, pois quando temos em nossa família pessoas que consideramos “inadequadas”, ou seja, com comportamentos que julgamos errados, a consciência pessoal nos leva a automaticamente excluir essas pessoas, e assim infringimos  a Lei do Pertencimento que diz que todos têm o direito de pertencer. Isso traz consequências negativas para a vida, tais como doenças, embaraços em relacionamentos ou até a morte, mas isso será objeto de estudo no próximo artigo, onde falaremos a respeito da consciência coletiva.

Como entender isso na prática? Vejamos:

Vamos imaginar que uma família segue uma determinada religião - é um exemplo bem comum esse que vou trazer. Um dos filhos resolve seguir uma religião diferente de toda família. Ainda que ele tenha se encontrado nessa “nova” religião, a consciência pessoal fará com que ele sinta consciência pesada em fazer algo diferente do grupo a qual pertence. E muitas vezes essa “má consciência” pode fazer-lhe retornar a prática da religião da família, ainda que isso custe a sua felicidade.

Podemos então perceber que, independente da nossa vontade, essa consciência pessoal exerce uma influência sobre nossos pensamentos e ações. Podendo, inclusive, nortear escolhas que fazemos na vida com relação a nossa profissão e relacionamentos. Quando observamos com atenção o sentimento que norteia nossos pensamentos e ações, podemos chegar além da consciência pessoal e direcionar nossas escolhas de uma forma mais livre e com resultados mais positivos, podendo alcançar níveis mais amplos de consciência.

(*) DUMARA VOLPATO é advogada e Terapeuta em Constelação Familiar  com Curso em Hellinger Sciencia pelo Instituto Hellinger do Brasil; Formação em Constelação Familiar pelo Instituto CreSer de Campo Grande – MS; Curso de Aprofundamento em Novas Constelações e Curso de Análise Transacional pelo Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier; e Praticante Profissional de Cura Reconectiva e Reconexão, pelo The Reconection, Califórnia – EUA. E-mail: dumaravolpato@gmail.com

Avalie esta matéria: Gostei +7 | Não gostei