Segunda-Feira, 23 de Abril de 2018, 15h:49

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Preço em alta traz cenário de safra rentável aos produtores

Por: DÉBORA SIQUEIRA - ESPECIAL PARA O HIPERNOTÍCIAS

Com preço de R$ 22,90 a saca do milho, a projeção do Instituto Mato-grossense de Economia (Imea) é de uma safra 2017/2018 rentável aos produtores de milho e uma recuperação frente as últimas cinco safras. Cerca de 44% da produção de 25,9 milhões de toneladas já foram comercializadas, índice maior do que a média dos últimos cinco anos agrícolas, que foi de 40%.

 

Juliano Olejas

Parecis superagro

 

“Não será uma safra tão boa porque houve redução da área plantada. Na safra passada foram colhidos 30,5 milhões de toneladas, contudo os preços são muito bons. A produtividade será de 96,3 sacas por hectares e 85% da safra foi semeada dentro da janela ideal da semeadura”, avaliou o gestor técnico do Imea, Paulo Ozaki.

 

Na primeira estimativa do Imea sobre a oferta e demanda para o milho mato-grossense foi apontado que o destaque se deve ao consumo mato-grossense estimado em 5,23 milhões de toneladas, dado a perspectiva de uma demanda maior nas usinas de etanol. As exportações, apesar de 22,84% inferiores em relação ao ano agrícola anterior devido a menor produção do Estado, também foram revisadas para cima nesta nova estimativa, ficando prevista em 15,68 milhões de toneladas.

 

Por conta do recuo produtivo em outros estados do país, é previsto que o consumo interestadual continue firme em 4,98 milhões de toneladas. Assim, mesmo com uma oferta maior nesta nova estimativa, a perspectiva de uma demanda contínua e firme podem trazer estoques mais apertados no final da safra.

 

A oferta da safra 2017/2018 foi revisada para 25,99 milhões de toneladas. Tal estimativa apresenta um crescimento de 2,13% em relação ao relatório anterior, por causa das condições climáticas mais favoráveis para o desenvolvimento das lavouras. No entanto, em decorrência dos menores investimentos tecnológicos e perspectivas de uma área semeada inferior, a oferta ainda apresenta um volume 14,71% inferior em relação ao que foi visto na safra 2016/17. Com isso, a demanda neste novo ano agrícola cresceu 2,13% frente ao que foi estimado em dez/17, ficando previsto em 25,89 milhões de toneladas. 

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