Quinta-Feira, 05 de Abril de 2018, 13h:30

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Governo passa Distrito Industrial de Cuiabá e Cáceres aos municípios

Por: DÉBORA SIQUEIRA - ESPECIAL PARA O HIPERNOTÍCIAS

Após 40 anos de criação, o Governo do Estado vai passar o Distrito Industrial de Cuiabá para a prefeitura municipal. O mesmo deve ocorrer com a área industrial de Cáceres, também de domínio estadual. A ideia é que as prefeituras fiquem à frente nas políticas de incentivo fiscal para atração de empresas. No fim da década de 70 e início de 80, Mato Grosso criou quatro distritos industriais. Barra do Garças e Rondonópolis foram os primeiros distritos a serem municipalizados em 2000.

Alan Cosme/HiperNoticias

emanuel pinheiro e pedro taques

 

Depois que foi municipalizado, Rondonópolis ganhou força e se tornou a segunda maior economia do Estado e o município mais industrializado de Mato Grosso. O município conta com seis distritos industriais. Três municipais e três particulares. Somente nos distritos municipais, Rondonópolis conta hoje com 259 indústrias instaladas que geram mais de 20 mil empregos diretos. Grande parte dessas empresas, conforme explica a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, é exportadora.

 

De acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Rondonópolis exportou em janeiro e fevereiro de 2018, U$S 168,5 milhões, sendo o segundo maior exportador de Mato Grosso e o 49º do Brasil em relação aos dois primeiros meses do ano.

 

O pedido de municipalização partiu das prefeituras que querem administrar a ocupação das áreas e agregá-las às políticas locais de incentivos a novas empresas. Assim, poderão trabalhar de forma estratégica o crescimento das cidades, com a instalação de empresas nos setores compatíveis com o plano de desenvolvimento municipal.

 

Em Cáceres o processo deve ocorrer ainda neste mês de abril e no caso de Cuiabá, o processo será mais burocrático, mas deve ocorrer ainda neste ano. “O prefeito pediu a área para trabalhar melhor a atração de novas empresas para Cuiabá. Hoje, a destinação dos terrenos cabe ao Estado, que precisa atuar em uma série de tramitações legais, que agora serão responsabilidade da prefeitura”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone.

 

Pró-Cuiabá

 

Para o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Vinicius Huguiney, a municipalização é o melhor caminho porque o local deixa de ter ‘dois pais’. Atualmente, a prefeitura é encarregada pela limpeza e a manutenção do local.

 

“Até o mês de maio, vamos lançar o Pró-Cuiabá, programa de incentivos fiscais dependendo do porte da empresa, dos empregos que serão gerados vamos liberar o incentivo dos tributos municipais. Estamos montado portfólio para apresentar às empresas que tenham interesse em investir em Cuiabá”.

 

Além das áreas ociosas do Distrito Industrial, que o Estado passará ao município, a prefeitura tem uma área de 70 hectares dentro do distrito. Algumas indústrias do ramo de pneus, uma empresa chinesa que pretende instalar uma montadora de drones, empresas que atuam com energia renovável (luz solar), empresa de energia elétrica e uma usina de etanol feito com batata e resíduos das feiras de Cuiabá pretendem se instalar no local e já iniciaram as tratativas com a prefeitura.

 

Atualmente, 254 empreendimentos estão instalados na região e os empresários foram informados sobre o assunto em uma audiência pública nesta quarta-feira (04). “Os impostos como IPTU são pagos para prefeitura, que também responde pela parte de infraestrutura, como asfalto e iluminação. Mas, na hora de cobrar, a associação se reporta aos dois”, disse a presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá, Margareth Buzzeti.

 

Bombeiros no Distrito Industrial

 

O Governo de Mato Grosso inaugurou na quarta-feira (4) a sede do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. O BEA é a unidade do Corpo de Bombeiros responsável que tem como missão o combate a acidentes que ponham em risco o meio ambiente e vai atender além do Distrito Industrial, mais 13 bairros adjacentes.

 

A área construída do batalhão tem 650 metros quadrados. Além disso existe o pátio externo de estacionamento para as cinco viaturas de combate a incêndios e os veículos menores.

 

O BEA, criado por decreto em 2010, é composto atualmente por 40 militares, viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF) e aviões de combate a incêndio florestal. A estrutura se divide entre as companhias de Combate A Incêndio Florestal, Emergência com Produtos Perigosos e o Grupo de Aviação de Bombeiro Militar.

 

O empresário Domingos Kennedy Sales afirmou que a classe se sente mais segura com a presença do Corpo de Bombeiros na região. “Até o seguro para empresas vão ficar mais econômicos já que existe a possibilidade de atendimento mais rápido dos bombeiros”.

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