Segunda-Feira, 12 de Março de 2018, 15h:27

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Governador Pedro Taques analisa cobrança do Fethab sobre o milho; produtores são contra

Por: MICHELY FIGUEIREDO

O governador Pedro Taques confirmou que o Executivo vem estudando uma possível cobrança do Fethab em cima da produção de milho no estado diante da dificuldade de caixa enfrentada por Mato Grosso. A notícia despertou incomodo do presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja de Mato Grossos (Aprosoja), Antonio Galvan, que afirma que não há nem como “sentar pata discutir um assunto desses”. 

 

Divulgação

milho

 

Taques lembra que quando foi criado o Fethab, a produção de milho no estado era incipiente. No entanto, hoje Mato Grosso registra a produção de 30 milhões de toneladas de milho, o que justificaria a proposta de cobrança do Fethab sobre a commoditie. “É importante dizer que o dinheiro do Fethab, agora com a conta exclusiva, vai para a infraestrutura. É lógico que aqueles que produzem soja e também produzem milho teriam uma dupla possibilidade de contribuição. Estamos conversando com o setor. Essa ideia pode ser agora ou depois”, ponderou Taques. 

 

Galvan, por sua vez, lembra que praticamente todos os anos os produtores recorrem ao Governo Federal, com o intuito de buscar recursos para retirar a safra do estado, uma vez que o centro consumidor do grão fica distante de Mato Grosso. “Agora vai nos onerar em cima de um produto que 90% do tempo estamos pedindo ajuda para poder tirar essa safra daqui? É impossível realmente o Fethab em cima do milho. Achei que esse governo tinha um pouquinho de consciência em falar até nesse assunto do Fethab do milho”, disparou.

 

Taques reforçou que nenhuma mudança será implementada sem o devido debate. “Entendemos a importância do setor. Nada será feito sem debate, sem diálogo, por isso estamos conversando bastante, estou até roco. Agora é fato que na democracia podemos ao menos debater. Estamos conversando e nada será apresentado sem debate e consolidação desse debate”, assegurou.  

 

Hoje o Fethab é cobrado em cima da produção de soja, algodão, gado e madeira – valor exclusivamente destinado para obras de infraestrutura -, além do óleo diesel, que é dividido meio a meio com as prefeituras. Deste montante arrecadado sobre o combustível, 17,5% são destinados ao Poderes.   

 

A produção estimada de milho para a safra 2017/2018 em Mato Grosso é de aproximadamente 25 milhões de toneladas.

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